Profº Fernando Alves Firmino

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domingo, 5 de março de 2017

Agora falando sério

Estou reproduzindo este texto do Jô, que independente do cenário vale a reflexão da ditadura velada na mídia e no país.


Por Jô Soares

     Em 1947, os grandes produtores de Hollywood se reuniram no hotel Waldorf-Astoria, em Nova Iorque, e resolveram que artistas com tendências políticas em desacordo com seu ideário não trabalhariam mais em filmes. Surgia a lista negra e a conseqüente caça às bruxas. Em pouco tempo, não somente radicais ou liberais eram perseguidos; qualquer artista que desagradasse aos chefes de estúdio era listado e não conseguia mais trabalho. 

     Com impecável senso de oportunidade, a TV Globo escolheu exatamente o momento da Constituinte no Brasil para inaugurar sua lista negra. Quem sair da emissora sem ter sido mandado embora corre o risco de não poder mais trabalhar em comerciais, sob a ameaça de que estes não serão lá veiculados. Como a rede detém quase o monopólio do mercado, os anunciantes não ousam nem pensar em artistas que possam desagradá-la.

     Neste ponto, alguém pode achar que eu estou falando por interesse pessoal. Garanto que não. 

     Não falo pelo fato de os meus comerciais não poderem ser exibidos, nem pelo fato mais recente, das chamadas pagas do meu novo espetáculo no Scala 2 “O Gordo ao vivo” terem sido proibidas. Sou um artista muito bem remunerado e meus espetáculos têm outros meios de divulgação. Graças a Deus meus shows de humor já lotavam teatros antes que eu fosse para a Globo.

     Que as chamadas de “O Gordo ao vivo” não passariam na emissora eu já sabia desde outubro, pelo próprio Boni, que me disse em sua sala quando fui me despedir:

     – Já mandei tirar todos os seus comerciais do ar. Chamadas do seu novo show no Scala 2, também, esquece. Estou vendo como te proibir de usar a palavra ‘gordo’. – claro que esta última ameaça ficou meio difícil de cumprir: a megalomania ainda não é lei fora da Globo. 

     Logo, não é por isso que escrevo pela primeira vez sobre esse assunto. Saí da Globo, onde conservo grandes amigos, com a maior lisura, e nunca me aproveitei deste espaço, ou de nenhum espaço, em causa própria.

     Escrevo, isso sim, porque atores que trabalham no meu programa, como Eliéser Mota, como Nina de Pádua, foram vetados em comerciais. As agências foram informadas, não oficialmente, é claro – como acontece em todas as listas negras – que suas participações não seriam aceitas. 

     É triste, nesse momento, em que se escreve diariamente a democracia no Congresso, que uma empresa que é concessão do Estado cerceie, impunemente, o artista brasileiro, de um modo geral já tão mal remunerado.

     Finalmente, eu gostaria de dizer que Silvio Santos foi tremendamente injusto quando chamou Boni numa entrevista de “office-boy de luxo”. Nenhum office-boy consegue guardar tanto rancor no coração.

     Encerrada a leitura, o auditório e o júri do Troféu Imprensa aplaudiram vigorosamente Jô. Em seguida, falou Silvio Santos:

     – Eu faço minhas as suas palavras. E é uma pena, senhores telespectadores, é uma pena que uma rede de televisão com este comportamento ainda seja a primeira colocada em audiência em todo o Brasil e uma das melhores emissoras de televisão do mundo. É uma pena que a Rede Globo de Televisão tenha esse procedimento. É uma pena. Queira Deus que o doutor Roberto Marinho seja mais uma vez iluminado para que estas atitudes não sejam freqüentes na Rede Globo de Televisão.



terça-feira, 29 de novembro de 2016

Nota oficial

   Fomos acometidos nesta madrugada de 29 de novembro de 2016 com a notícia terrível do acidente com o avião que transportava a delegação da Chapecoense até a Colômbia para a disputa da primeira partida da Copa Sulamericana que se daria amanhã frente ao Atlético Nacional.

    Além das vítimas do time e de sua comissão técnica. Estavam a tripulação e profissionais de imprensa. Independente se são ou não de web rádios, eram jornalistas, dignos de suas carreiras e com respeito e credibilidade e acima de tudo: seres humanos, pais de famílias, que assim como nós que militamos em nossa profissão, eram sonhadores e levavam até seus espectadores o sonho, a alegria e magia do esporte.

    Agora quase todos repousam em outro plano e que em nossas orações suas famílias, amigos e fãs possam ser reconfortados. O ESPORTESNET esta de luto, o jornalismo esportivo esta de luto, o esporte esta de luto...nossas lágrimas são poucas perante a dor das famílias e perante ao impacto da tragédia.

    Minha consternação e tristeza não me permite colocar meus pensamentos em ordem.

    Meus sinceros pêsames e em nome de todos da União Brasileira de Web Rádio, sugiro homenagens em nossas programações e transmissões a estes profissionais.

    #SomosTodosChape #ImprensaDeLuto #UBWRdeLuto

Profissionais de imprensa

Guilherme Marques, da Globo: repórter

Ari de Araújo Jr., da Globo: repórter cinematográfico

Guilherme Laars, da Globo: repórter cinematográfico

Giovane Klein Victória, da RBS: repórter da RBS TV, afiliada da TV Globo, de Florianópolis

Bruno Mauri da Silva, da RBS: técnico da RBS, afiliada da TV Globo, de Florianópolis

Djalma Araújo Neto, da RBS: cinegrafista da RBS TV, afiliada da TV Globo, de Florianópolis

André Podiacki: repórter do jornal "Diário Catarinense"

Laion Espíndola, do Globo Esporte: repórter

Victorino Chermont, da Fox: repórter dos canais Fox Sports
Rodrigo Santana Gonçalves, da Fox: repórter cinematográfico dos canais Fox Sports

Devair Paschoalon, o Deva Pascovicci, da Fox: narrador dos canais Fox Sports

Lilacio Pereira Jr., da Fox: coordenador de transmissões externas dos canais Fox Sports

Paulo Clement, da Fox: jornalista dos canais Fox Sports

Mário Sérgio, da Fox: ex-jogador e ex-técnico de futebol, atualmente era comentarista nos canais Fox Sports.

Renan Agnolin: repórter da rádio Oeste Capital, de Chapecó

Fernando Schardong

Edson Ebeliny

Gelson Galiotto: narrador da rádio Super Condá, de Chapecó

Douglas Dorneles: repórter esportivo da Rádio Chapecó

Jacir Biavatti

Ivan Agnoletto: da rádio rádio Super Condá, de Chapecó

Rafael Henzel: jornalista da rádio Oeste Capital, de Chapecó, foi resgatado com vida e levado ao Hospital de La Ceja. De acordo com o Bom Dia Brasil, ele teve lesões vertebrais mas sua condição é estável.

Atenciosamente,

Profº Fernando Alves Firmino
Fundador & CEO do ESPORTESNET
Presidente da UBWR